No Brasil, o etanol de milho é produzido por meio de um processo industrial que transforma o amido do grão em álcool combustível, utilizando tecnologia semelhante à aplicada em grandes biorrefinarias.
O processo ocorre em várias etapas:
- 1. Recebimento e moagem do milho
O milho é recebido, limpo e moído para liberar o amido presente no grão. Essa moagem pode ser a seco, método mais utilizado no país, por ser mais eficiente e econômico.
- 2. Cozimento e liquefação
A farinha de milho é misturada com água e aquecida. Nessa etapa, são adicionadas enzimas que quebram o amido em moléculas menores, preparando-o para a fermentação.
- 3. Sacarificação
As enzimas continuam atuando e transformam o amido em açúcares fermentáveis, principalmente glicose.
- 4. Fermentação
Leveduras são adicionadas ao mosto açucarado, convertendo os açúcares em etanol e gás carbônico (CO₂). Esse processo dura, em média, de 40 a 60 horas.
- 5. Destilação
Após a fermentação, o líquido passa pela destilação, onde o etanol é separado da água e dos demais componentes, alcançando o grau alcoólico desejado.
- 6. Desidratação
Para uso como combustível, o etanol é desidratado, atingindo cerca de 99,5% de pureza, tornando-se etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina.
7. Coprodutos
Além do etanol, o processo gera coprodutos importantes, como:
DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), usado na alimentação animal;
Óleo de milho, empregado nas indústrias alimentícia e de biocombustíveis;
CO₂, que pode ser capturado para uso industrial.
Importância no Brasil
A produção de etanol de milho cresce rapidamente no Brasil, especialmente no Centro-Oeste, complementando a produção tradicional de etanol de cana-de-açúcar.
Essa integração permite produção durante todo o ano, gera renda no agronegócio e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

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