América Latina e o Caribe mantêm sua liderança em energias renováveis, mas enfrentam desafios em sua matriz

América Latina e o Caribe mantêm sua liderança em energias renováveis, mas enfrentam desafios em sua matriz

América Latina e o Caribe possuem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo



Imagem ilustrativa
Autoria: Fré Sonneveld na Unsplash



De acordo com o Relatório Mensal de Geração de Eletricidade da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), 158 terawatts-hora (TWh) de eletricidade foram gerados em fevereiro de 2026. 




Isso reflete um sistema em que as fontes de energia renováveis ​​representam 67,7%, enquanto os combustíveis fósseis contribuem com 29,7% e a energia nuclear com 2,6%.

Esses dados evidenciam uma realidade estrutural: a América Latina e o Caribe continuam sendo atores-chave na transição energética global, com uma matriz energética que supera consideravelmente a média global em termos de geração limpa, que é de 33,8% (primeiro trimestre de 2026).

No entanto, a região continua fortemente dependente da energia hidrelétrica, que representou 45,4% da geração total. 

As próximas maiores fontes foram o gás natural (22,7%) e a energia eólica (12,2%). Juntas, essas três tecnologias representam mais de 80% da geração mensal, refletindo sua importância estrutural para atender à demanda regional de eletricidade.

Menor dependência da água e maior apoio às energias renováveis ​​não convencionais.

Comparando os dados com os de fevereiro de 2025, observa-se um crescimento de 3,9% na geração regional de eletricidade, o que equivale a um aumento adicional de 6 TWh. 

No entanto, o aspecto mais relevante é a forma como esse crescimento ocorreu: embora a geração hidrelétrica tenha diminuído em 9 TWh, outras tecnologias conseguiram compensar essa queda com um aumento combinado de 15 TWh. 

As fontes de energia emergentes foram as responsáveis ​​por essa compensação. [Entre elas está a bioenergia, produzida a partir de resíduos da cana-de-açúcar]: 

• Energia eólica: +6 TWh
• Bioenergia: +5 TWh 
• Energia solar: +2 TWh.

Esse padrão demonstra uma tendência fundamental dentro do sistema: a diversificação em direção a outras fontes renováveis ​​está ganhando importância e reduzindo as vulnerabilidades.

Diminuição da geração

O relatório também indica que a variação mensal em fevereiro de 2026 em comparação com janeiro do mesmo ano foi de -6,2%. 

Essa contração deve-se em parte ao ajuste natural do calendário — fevereiro teve apenas 28 dias — bem como a uma redução generalizada em quase todas as fontes de energia. 

Os maiores declínios foram observados no carvão (-17%), na energia geotérmica (-14%) e no gás natural (-10%), seguidos pelo petróleo, energia nuclear e solar. Esses dados são significativos porque mostram que a diminuição não foi resultado de substituição tecnológica, mas sim de uma compressão geral da geração de energia.

Veja o relatório completo no seguinte link: https://www.olade.org/publicaciones/junio-2026-reporte-no-14-generacion-electrica-en-america-latina-y-el-caribe/

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